sexta-feira, 8 de março de 2019

EMPRESÁRIO: HERÓI OU BANDIDO


EMPRESÁRIO – HERÓI OU BANDIDO?


Os últimos anos foram complicados para os empresários. Sem querer discutir aqui ideológicas políticas.  Mas é inegável que a predominância do discurso de esquerda radical prejudica o empresariado, apesar dos benefícios que as empresas trazem para a sociedade.
A história dos últimos 3 anos que o diga!
Essa visão me surpreende e contraria.

EU RESPEITO MUITO OS EMPRESÁRIOS

Filho de um pai Contador, sempre o ouvia falar bem dessa categoria. Era responsável pela Contabilidade do Setifício Glória S.A., em Agudos, que  trouxe muitos empregos e movimentou a economia da cidade.
Mas não foi só por causa disso.
Um dia minha bicicleta Phillips – comprada de 2ª  mão – quebrou e eu abençoei a existência da oficina do Túlio Capello, que a consertou para mim.
Perto da minha casa  funcionava  uma Filial do Armazém Glória  e uma oficina mecânica do Aref Saab.
Havia a empresa de transporte do Miguel Leão &Filhos Ltda para passageiros que precisavam se locomover até Bauru e cidades vizinhas.
Um dia surgiu uma bênção para a comunidade de Agudos: o Prof Sant  Anna fundou a Escola Técnica de Comércio de Agudos, onde eu me formei Técnico em Contabilidade.
Mas então por que essa implicância com os empresários? Os críticos dão a impressão de que todo empreendedor é um explorador dos pobres: exaure o esforço físico dos empregados e depois lucra gananciosamente os clientes com preços extorsivos.
Mas quando passa na rua um “consertador de panelas”, as donas de casa o abençoam.
Quando abre uma farmácia ou um supermercado no Bairro, ou quando este agora abriga uma oficina de automóveis, todos os beneficiados ficam mais felizes.
A comunidade tem muitas necessidades individuais, familiares, profissionais.  Cada homem sozinho não consegue atendê-las todas.

AS NECESSIDADES HUMANAS

NECESSIDADES BÁSICAS
NECESSIDADES PSICOLÓGICAS
·        Alimentação
·        Habitação
·        Vestuário
·        Saúde
·        Educação
·        Transporte
·        Segurança

·        Aceitação Social
·        Auto-estima
·        Reconhecimento
·        Auto-realização
Todas   essas  atividades   se  cruzam,   Então:   as  atividades   de  uns   satisfazem  as necessidades  de outros. Assim, a vida se toma possível e a espécie se reproduz,  renovando  a vida, trazendo  o progresso  e o desenvolvimento para as gerações futuras.
E  tudo  tem  de  ocorrer  simultaneamente,  com  os  produtos   de  cada  atividade servindo a tempo e hora os que deles estiverem carentes, nas respectivas  oportunidades.
Podemos  perceber  isso,  em  coisas  simples,  como  tomar  uma  refeição,  por  mais frugal que seja:
- Alguém plantou e colheu o arroz...
- Esse  cereal  teve  de ser  beneficiado,  ensacado  e distribuído,   até chegar  ao  local onde as pessoas podem adquiri-lo.
- Para obter recursos de compra, a pessoa deve ter executado  algum trabalho anteriormente.
- Para cozinhar o arroz é preciso água, recipiente  e energia.
- A água teve de ser tratada e canalizada.
- Alguém  teve de confeccionar o recipiente usado para a cocção.
- Foi preciso captar e distribuir energia elétrica ou gás combustível.
- Alguém produziu e comercializou  óleo, sal, tempero etc.
- Alguém  fabricou e distribuiu pratos, talheres, toalhas e artigos de limpeza...



  

O mesmo  raciocínio  deve ser desenvolvido  em relação a cada uma das categorias de necessidades:  saúde, transporte,  habitação, aceitação  social, reconhecimento etc.
É óbvio que algumas necessidades são tão gerais e complexas, tão abrangentes e dispendiosas que exigem investimentos públicos. Mas não se espere vir daí a solução dos problemas, excluindo a iniciativa privada. Ou todos os leitores confiam completamente nas Prefeituras, Governos Estaduais e Federais e Instituições públicas sustentadas pelos nossos impostos e administradas por nossos políticos disponíveis?

APRENDI QUE SÓ O TRABALHO PODE PRODUZIR RIQUEZAS

Então, aprendemos que  o trabalho se desenvolve pelo menos em 3 níveis para satisfazer essas necessidades
1.     Trabalhamos como empregados de alguma empresa
2.     Trabalhamos como autônomos , com formação profissional
3.     Trabalhamos como empresários, juntando capital e investindo em algum negócio, que gera atividades que se entrelaçam
Quem trabalha faz jus à sua remuneração. Ninguém duvida que deve pagar salário ao empregado ou  honorários ao autônomo (médico, engenheiro, professor etc). Por que então contestam tanto o lucro do empresário?
O LUCRO É A REMUNERAÇÃO A QUE FAZ JUS O EMPRESÁRIO PELOS SERVIÇOS QUE PRESTA Á SOCIEDADE.
Há preconceitos? Há! Decorrentes de ideologia política ou religiosa.

Vamos conversar um pouco mais sobre esse assunto?







GILBERTO ALVES



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