
EMPRESÁRIO
– HERÓI OU BANDIDO?
Os últimos
anos foram complicados para os empresários. Sem querer discutir aqui ideológicas
políticas. Mas é inegável que a
predominância do discurso de esquerda radical prejudica o empresariado, apesar
dos benefícios que as empresas trazem para a sociedade.
A história
dos últimos 3 anos que o diga!
Essa visão
me surpreende e contraria.
EU RESPEITO MUITO OS EMPRESÁRIOS
Filho de um
pai Contador, sempre o ouvia falar bem dessa categoria. Era responsável pela
Contabilidade do Setifício Glória S.A., em Agudos, que trouxe muitos empregos e movimentou a
economia da cidade.
Mas não foi
só por causa disso.
Um dia minha
bicicleta Phillips – comprada de 2ª mão –
quebrou e eu abençoei a existência da oficina do Túlio Capello, que a consertou
para mim.
Perto da
minha casa funcionava uma Filial do Armazém Glória e uma oficina mecânica do Aref Saab.
Havia a
empresa de transporte do Miguel Leão &Filhos Ltda para passageiros que
precisavam se locomover até Bauru e cidades vizinhas.
Um dia
surgiu uma bênção para a comunidade de Agudos: o Prof Sant Anna fundou a Escola Técnica de Comércio de
Agudos, onde eu me formei Técnico em Contabilidade.
Mas então
por que essa implicância com os empresários? Os críticos dão a impressão de que
todo empreendedor é um explorador dos pobres: exaure o esforço físico dos
empregados e depois lucra gananciosamente os clientes com preços extorsivos.
Mas quando
passa na rua um “consertador de panelas”, as donas de casa o abençoam.
Quando abre
uma farmácia ou um supermercado no Bairro, ou quando este agora abriga uma
oficina de automóveis, todos os beneficiados ficam mais felizes.
A comunidade
tem muitas necessidades individuais, familiares, profissionais. Cada homem sozinho não consegue atendê-las
todas.
AS NECESSIDADES HUMANAS
NECESSIDADES BÁSICAS
|
NECESSIDADES PSICOLÓGICAS
|
·
Alimentação
·
Habitação
·
Vestuário
·
Saúde
·
Educação
·
Transporte
·
Segurança
|
·
Aceitação Social
·
Auto-estima
·
Reconhecimento
·
Auto-realização
|
Todas essas
atividades se cruzam, Então: as atividades de uns satisfazem as necessidades de outros. Assim, a vida se toma possível e a espécie se reproduz, renovando a vida, trazendo o progresso e o desenvolvimento para as gerações futuras.
E tudo tem de ocorrer simultaneamente, com os produtos de cada atividade servindo
a tempo e hora os que deles estiverem carentes, nas respectivas oportunidades.
Podemos perceber isso, em coisas simples, como tomar uma refeição, por mais frugal que seja:
- Alguém plantou e colheu o arroz...
- Esse cereal teve de ser beneficiado, ensacado e distribuído, até chegar ao local onde as pessoas podem adquiri-lo.
- Para obter recursos de compra, a pessoa deve ter executado algum
trabalho anteriormente.
- Para cozinhar o arroz é preciso água, recipiente e energia.
- A água teve de ser tratada e canalizada.
- Alguém teve de confeccionar o recipiente usado para a cocção.
- Foi preciso captar e distribuir energia elétrica ou gás combustível.
- Alguém produziu e comercializou óleo, sal, tempero etc.
- Alguém fabricou e distribuiu pratos, talheres, toalhas e artigos
de limpeza...
O mesmo raciocínio deve ser desenvolvido em relação a cada uma das categorias de necessidades: saúde, transporte, habitação, aceitação social, reconhecimento etc.
É óbvio que algumas necessidades são tão gerais e complexas, tão
abrangentes e dispendiosas que exigem investimentos públicos. Mas não se espere
vir daí a solução dos problemas, excluindo a iniciativa privada. Ou todos os
leitores confiam completamente nas Prefeituras, Governos Estaduais e Federais e
Instituições públicas sustentadas pelos nossos impostos e administradas por
nossos políticos disponíveis?
APRENDI QUE SÓ O TRABALHO PODE PRODUZIR RIQUEZAS
Então,
aprendemos que o trabalho se desenvolve
pelo menos em 3 níveis para satisfazer essas necessidades
1. Trabalhamos como empregados de alguma
empresa
2. Trabalhamos como autônomos , com formação
profissional
3. Trabalhamos como empresários, juntando
capital e investindo em algum negócio, que gera atividades que se entrelaçam
Quem trabalha faz jus à sua remuneração. Ninguém duvida que
deve pagar salário ao empregado ou
honorários ao autônomo (médico, engenheiro, professor etc). Por que
então contestam tanto o lucro do empresário?
O LUCRO É A REMUNERAÇÃO A QUE FAZ JUS O EMPRESÁRIO PELOS
SERVIÇOS QUE PRESTA Á SOCIEDADE.
Há preconceitos? Há! Decorrentes de ideologia política ou
religiosa.
Vamos conversar um pouco mais sobre esse assunto?
GILBERTO ALVES


